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Mata

Fósseis da Praça Santo Brugalli em Mata

Em 1836, a mando do governo imperial, chegava ao município, procedente do Estado de Pernambuco, o primeiro casal de habitantes, estabelecendo-se na localidade hoje denominada São Rafael.
Rodolfo José Pereira da Silva e sua esposa receberam uma légua da sesmaria de terras e trinta cabeça ... Leia Mais
Em 1836, a mando do governo imperial, chegava ao município, procedente do Estado de Pernambuco, o primeiro casal de habitantes, estabelecendo-se na localidade hoje denominada São Rafael.
Rodolfo José Pereira da Silva e sua esposa receberam uma légua da sesmaria de terras e trinta cabeças de gado, por quadro de sesmaria e tinha como incumbência principal, o desenvolvimento do povoamento na região.

Para a construção da estrada de ferro interligando Santa Maria a Jaguari, iniciada em 1912 os trabalhadores tinham que abrir \\\"picadas\\\" para o leito da ferrovia e por este motivo, teve início a denominação atual, chegando muitas pessoas a afirmarem que o município de Mata é filha da ferrovia.

Desmembrado do município de General Vargas, antigo São Vicente, o município de Mata abrange os Distritos de Mata, Clara e parte de Demétrio Ribeiro.

Em 1976 chegou a cidade o Padre Daniel Cargnin que descobriu os fósseis vegetais e a partir daí Mata passou a ser conhecida como a \\\"Cidade da Madeira que Virou Pedra\\\". Sendo reconhecida internacionalmente.

O Município de Mata, através da Lei Estadual nº 4.836, de 2/Dezembro/1964, Publicada no Diário Oficial do Estado em 4/12/1964, sob o nº 119, foi criado, portanto, em 4 de dezembro de 1964.

Os primeiros habitantes de Mata foram os índios das tradições Umbu, Humaitá e Tupi-Guarani, que remontam ao século XVII.

Em 1632 foi fundada a redução de São José, com a chegada dos Jesuítas Espanhóis, que em pouco tempo já abrigava 5.800 habitantes, em sua maioria índios, sendo que o fim desta redução se deu em 1640.

Em 1801 este território passa para a falada América Portuguesa.
O início da colonização de terras de Mata se deu em 1836, quando chega o casal Randolpho José Pereira da Silva e Francisca Pereira da Silva, militar, português, procedente do Porto de Pernambuco (Portugal), e tinham como missão colonizar e povoar a região. Para isto, o Governo Imperial destinou, para eles, uma légua de sesmaria de campos.

Em 1885 deu-se a primeira corrente migratória alemã, que se instalou na localidade de Sertão.

Em 1919, com a inauguração da Ferrovia que ligava Santa Maria a Jaguari, começa a crescer, em torno da Estação Ferroviária, uma nova vila que foi chamada de Mata, hoje Sede do Município.

Em 1920, chegaram, a este povoado, os imigrantes italianos, começando, assim, realmente, o desenvolvimento do município, integrando-se aos alemães e nativos que aqui moravam.

O primeiro proprietário legítimo da maior parte das terras que hoje compõem o município de Mata foi o Senhor Silveira. Posteriormente doou parte ao seu genro Domingues. E, finalmente, venderam para Antônio Franciosi e Vitório Nochi, que começaram o loteamento e a venda das terras.

Diante da necessidade de controle e a organização das novas terras, Antônio Franciosi nomeou seu sobrinho Santo Brugalli, como procurador. Ele havia imigrado da região de Garibaldi (RS). Foi exatamente nos livros de apontamento que ele fazia, o que se pode constatar, a primeira venda dos lotes para Ângelo Della Giustina.

Mata, Vila Clara e Taquarichim formavam o 4º Distrito de São Vicente do Sul. No Cartório, com sede em Taquarichim. Francisco Maciel de Oliveira, o escrivão, assinou o registro de Cristina Jardim Fernandes, a primeira pessoa a ser registrada; Afonso José e Isabel Marcelina Franco foi o primeiro casamento realizado, e Matias Figueira, o primeiro óbito.

No mais antigo Livro de Registro do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de São Vicente do Sul consta a primeira escritura rural no 4º Distrito, na localidade de São José do Louro, assinada em 1907, onde Reinaldo Haesbaert, Paulo Haesbaert e Willy Haesbaert compraram três e meia colônias de terras de Belmiro Aguiar de Oliveira e Antônia Rodrigues de Aguiar. A escritura foi assinada pelo oficial interino, Dilermando da Costa.

Graças aos apontamentos de Santo Brugalli, pode-se constatar, ainda, que:
Em 1922, Frederico Lena foi o primeiro ferreiro; Em 1924 Luciano Ferreira da Silva, o primeiro carpinteiro; Em 1924 Antônio José da Silva, o primeiro professor; Em 1925, Dr. Brugamil, o primeiro médico; 1926 Augusto Pavão, o primeiro barbeiro; 1926, Paulo Haesbaert, primeiro dentista; 1927 Irmãos Araújo, com o primeiro hotel; 1927, Dr. Contran José da Rosa instalou a primeira farmácia; 1928, Brandinarte Kinczel adquiriu o primeiro automóvel (Ford Bigode); 1930, Martimiano Eggres adquiriu o primeiro rádio; 1930, Olavo Mostardeiro foi o primeiro contador e em 1931, Willy Haesbaert, primeiro escrivão.

Em 1960, foi formada uma Comissão Pró-Emancipação, mas somente em 27 de setembro de 1964 foi realizado o plebiscito, com a vitória do \\\"Sim\\\" sobre o \\\"Não\\\".

Em 02 de dezembro de 1964, foi sancionado, pelo Governador Ildo Meneghetti, a Lei Estadual nº 4.836, publicada no Diário Oficial do Estado nº 119, em 04 de dezembro de 1964. Como o art. 6º da citada lei, se referia que a mesma entraria em vigor na data de sua publicação, fica claro que a data real da criação do município é a de 04 de dezembro de 1964.

Outrossim, a existência político-administrativa somente veio acontecer no dia 13 de junho de 1965, com a posse do primeiro prefeito eleito, Ângelo André Paraboni, e do vice-prefeito, Rubens Haesbaert.
A primeira Legislatura da Câmara Municipal de Vereadores, que funcionou a partir de 13 de junho de 1965, teve sua 1ª composição assim formada:
Ângelo Dambrós, Gustavo Augusto Warth, José Bolzan Taschetto, Idalino Messias Camargo Ramos, João Batista Camargo, Atalício Flores da Silva e Flodoaldo da Silva Machado.
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